Vídeo: Liz Grandsaert – Henry Darger

Durante minha residência artística em Berlim, conheci pessoas fantásticas, talentosíssimas, artistas que atuam em diversas áreas ao mesmo tempo. Uma delas é Liz Grandsaert, que além de desenhar muito bem, também toca e canta. Americana, agora vivendo em New Orleans, faz uma música que podemos chamar de folk music.

Essa musica é inspirada na história de Henry Darger, um artista americano que viveu recluso e que depois de morto descobriram que possuía uma obra enorme, como um livro de 15.145 páginas, além de desenhos e pinturas em aquarelas para ilustrar a história.

Gravamos esse video-clipe em apenas dois dias, terminando exatamente um dia antes de eu voltar ao Brasil. Além deste, tem mais dois outros vídeos com outros artistas que em breve coloco no ar.

Clique na imagem para ver o vídeo no meu site:

Liz Grandsaert - Henry Darger

Residencia artística em Berlim

Vim para Berlim passar 3 meses fazendo uma residência artística. Alguns vão falar “que legal, mas o que é uma residencia artística?”. Basicamente você vai para uma residência (!) de propriedade de alguma instituição ligada às artes, seja um museu, uma galeria, uma escola, uma fundação, etc. Durante essa estadia você tem contato com pessoas que trabalham com todo tipo de arte, faz contatos, visita estúdios, aprende e vê muita coisa diferente, ouve críticas sobre o seu trabalho, pratica seu inglês e, no meu caso, aprende um pouco de alemão (não é fácil!), além de ter todo o tempo do mundo para se dedicar a desenvolver seu trabalho artístico, estudar e pensar na vida.

Minha intenção era sair de um círculo vicioso que me encontrava, fazendo sempre os mesmos trabalhos e sem muito tempo para me dedicar a um trabalho mais autoral. Eu poderia ter ido a uma escola ou a uma faculdade para fazer um curso diferente, mas procurando por cursos no mundo inteiro, os que me interessavam custavam uma fortuna, e encontrei na residencia artística tudo o que eu precisava. E está sendo ótimo! Não tenho produzido tanto quanto gostaria ou quanto achei que fosse produzir, mas estou realmente aprendendo muito com tudo que estou vendo, com as pessoas com quem estou convivendo e nos lugares por onde tenho passado. Ando pensando muito sobre o meu trabalho e como eu quero encaminhá-lo daqui pra frente. Dessa forma, vejo essa residencia mais como uma fagulha, um começo de algo que ainda vai se desenvolver, e não um momento de finalizar nada. É um momento de achar questões, e não respostas. É um momento de experimentar, errar e tentar de novo, como se estivesse começando tudo do zero. E é exatamente essa a minha sensação agora, porque é tanta coisa diferente que tenho visto, e vem junto uma vontade de fazer tantas coisas, aprender e ler tanta coisa que é um mundo novo à minha frente.

Li hoje uma frase que me inspirou mais um pouco. Numa tradução livre do ingês dizia: a vida é bem simples. Você faz algumas coisas. A maioria dá errado. Algumas dão certo. Você faz mais um pouco do que deu certo. Se deu muito certo, outros vão copiar. Então você faz alguma outra coisa. O segredo é continuar fazendo essas outras coisas.

Já tenho duas exposições marcadas aqui, uma para o dia 17 e outra para o dia 19, durante o Berlin Art Week. Colocarei os convites em outro post e também na minha página do Face.

E em outubro estou de volta!

 

 

 

 

Open English

A Open English reestruturou seu site e eu cliquei as novas fotos. Parceria e produção da Scarlae.

Clique na imagem abaixo para ver todas as fotos.

 

Homens do ano – revista Alfa

Tive o prazer de participar da edição de aniversário da revista Alfa que premia os homens do ano. São minhas as fotos de José Roberto, técnico da seleção feminina de vôlei, Arthur Zanetti, ginasta medalhista de ouro nas olimpíadas de Londres, Alexandre Birman, do grupo Arezzo/Schutz, Alexandre Afrange, do grupo Restoque (Le Lis Blanc/Noir, BoBô, etc.), e Alexandre Gama, da Neogama BBH.

Clique nas imagens abaixo para ver as fotos.